OS HOMENS DE PRETO
Ricardo Fasanello/Strana![]() |
Para ingressar: é preciso ser policial militar há pelo menos dois anos. Antes de ser admitido no curso de treinamento, o candidato passa por teste de condicionamento físico – que precisa ser excelente para a aprovação –, avaliação médica e psicológica.
O treinamento: há dois tipos de curso, voltados para cada uma das divisões do batalhão.
Curso de ações táticas: dura dois meses e é direcionado ao resgate de reféns. Os policiais dessa divisão estão escalados para a unidade contra terrorismo nos Jogos Pan-Americanos.
Curso de operações especiais: de três a cinco meses, prepara o policial para intervenções em áreas de conflito, como situações críticas semelhantes às enfrentadas nas favelas do Complexo do Alemão.
Horário de serviço: turno de 24 horas seguido por 72 horas de folga.
Salário: os soldados ganham 1 200 reais e os tenentes, 2 500 reais (valores líquidos).
O trabalho: há, no mínimo, uma operação por dia em alguma favela da cidade.
Equipamentos: nas operações em favelas, cada policial usa colete à prova de balas, fuzil Fal com oito carregadores de trinta cartuchos, uma pistola .40 e uma faca. Neste mês, o batalhão deve receber seis modelos do fuzil-metralhadora belga FN Minimi, que tem capacidade para dar até 1 000 tiros por minuto. As armas ficarão com a unidade contra o terrorismo durante o Pan e depois serão utilizadas nas operações em favelas.
A música: os versos cantados pelos policiais do Bope durante os exercícios físicos estão em várias versões na internet, em sites como o YouTube. Um dos trechos da letra
Cachorro latindo
Criança chorando
Vagabundo vazando
É o Bope chegando
Tropa de elite, osso duro de roer
Pega um, pega geral, também vai pegar você


